quarta-feira, 9 de julho de 2014

Bases práticas para o namoro cristão




A pouco tempo vivemos o dia dos namorados e passeando pelo corredor de um mercado vi estampado em uma revista uma manchete que informava a separação do meia Kaká e de sua esposa Carol Celico. O divórcio dentro dos padrões bíblicos (adultério – Mateus 19.9 e, no jugo desigual, resistência do ímpio em permitir que a parte crente continue fiel – 1 Coríntios 7.15) é aceitável, porém nunca imposto ou recomendado, pois acreditamos que Deus pode restaurar um casamento como fez com o profeta Oséias e Gômer. Contudo gosto de tentar ir além das informações e pensa no porquê delas.

Na semana em que se comemora o namoro e casais trocam juras de amor eterno, um casal, jovem, bonito, bem sucedido, literalmente um casal de comercial de margarina, ou melhor, Nutella. Essa informação tem um prazer especial ao mundo que jaz no maligno, pois se trata de um casal que desde o namoro se professou crente, casaram virgens e serviam como referência a muitos casais cristãos, pois ele era fiel em seu dízimo (milionário) mesmo diante das lambanças dos “pastores”, ela pastora, pregadora da Palavra e cantora de músicas evangélicas.

Eles tinham tudo para envelheceram juntos. Humanamente, tinham tudo. Entretanto essa situação mostra como nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades (Ef 6.12). Saúde, sucesso, beleza em uma vida confortável contam muito pouco diante das tentações que os servos de Deus são submetidos todos os dias. Só a graça de nosso misericordioso Senhor pode nos sustentar nos tentos difíceis, quando perdemos até o essencial para viver, como Jó, ou quando estamos deprimidos como Elias (1 Reis 19.4).

Muitos casais evangélicos e tementes a Deus estão agora começando a trilhar o caminho a dois que serve como parábola da relação de Cristo com a igreja (Ef 5.32).

O que não pode me influenciar na hora de escolher alguém para namorar:
1. Ansiedade: geralmente, os jovens acham que o tempo passa muito rápido e que, se não arrumarem logo alguém, ficarão sozinhos para sempre. A Bíblia diz que a esposa prudente vem do Senhor e podemos aplicar essa ideia ao marido prudente (Pv 19.14b). Quando o homem percebeu que em toda aquela perfeita criação não lhe havia auxiliadora que lhe fosse idônea (Gn 2.20), Deus já havia identificado seu problema e estava providenciando a solução (Gn 2.18). O coração ansioso nesse momento não atrapalha a Deus, mas pode tirar o meu foco do Senhor e me levar ao desgaste desnecessário. Não é à toa que Paulo nos adverte: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. (Fl 4.6). Precisamos habilmente trocar a ansiedade pela oração. Devemos, como Adão, depende exclusivamente de Deus em nossos relacionamentos, todavia Deus age no tempo dele e não no nosso.

2. Beleza: Vinícius de Morais afirmava: “Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental”. Esse pensamento ímpio mostra que devemos ter como nossa principal meta a beleza física. Assim como comprar um livro pela capa não é uma decisão sábia, conviver com alguém apenas pela sua aparência física com certeza não é a melhor maneira se começar um relacionamento, pois a Bíblia diz: “Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada” (Pv 31.30). A beleza exterior é facilmente corrompida pela ação do tempo e sempre existiram mulheres e homens mais belos. O rei Lemuel da Massá está em provérbios 31 repetindo o que ouviu de sua mãe: uma pessoa é bela ou feia pelo seu temor a Deus e não pelos padrões de beleza impostos pela mídia.

3. Membrezia: muitos jovens são ávidos praticantes do namoro missionário. Nessa modalidade se toma uma pessoa do mundo, mesmo sabendo que isso é jugo desigual e, via de regra não agrada o Senhor (2 Cor 6.14), mas tentam dar a ele todos os adereços que uma pessoa crente têm, ou seja, tem que ser crente e frequentar a igreja. Cuidado: nem todos os que estão na igreja são crentes, mas todo crente está na igreja. Essa história de conheci na igreja, logo é crente não sempre verdade: 

a.) Cristo disse que o trigo (o crente, os filhos do reino) e o joio (o ímpio, os filhos do maligno) devem crescer lado a lado até o dia do juízo (Mateus 13.29,30). Em todas igrejas, convivem simultaneamente duas congregações: a igreja visível (formada por todos aqueles que fazem parte do rol de membros) e a invisível (aquela que é formada pelos eleitos e só Deus conhece);
b.) O tempo com Cristo mudou os eleitos, mas os ímpios ficaram mais endurecidos: o Jovem rico (Mt 19.21,22), Judas, etc. Jesus veio para salvar o trigo e não para transformar o joio em trigo. Se Cristo não fez isso, não tente com seu namorado ou namorada.
c.) Se conhece o crente não pela denominação em que ele faz parte, mas pela vida com Deus que ele tem, ou seja, você deve se perguntar: as atitudes dele são de ímpio ou de alguém que teme a Deus? Ele ora? Ele lê a Bíblia e a pratica? (cuidado que até satanás conhece a Bíblia, mas jamais para praticá-la – Veja Mateus 4.1-11)

O que não pode ter um namoro cristão:
1. Falta de compromisso: “ficar”, por mais natural que seja aos ímpios nunca foi uma prática aprovada por Deus. Quando o Senhor foi dar auxiliadora idônea a Adão não lhe perguntou quantas queria ou deu a ela a oportunidade de se ele não gostasse dela ele faria outra. Deus tirou-lhe uma costela e lhe fez uma só esposa (Gn 2.22) e os dois passaram a ser uma só carne (Gn 2.24). O namora tem que ser sempre visando o casamento e não uma maneira mundana de usar as pessoas como se fossem objetos.

2. Falta de objetivo: a falta de objetivo é irmã gêmea univitelina da falta de compromisso a diferença está no fato de enquanto está não chega ao namoro (porque se troca de namorado ou namorada como roupa), aquela não chega ao casamento. A falta de objetivo cultiva relacionamentos longos de namoro e noivado. Especialmente, em nossa cultura, o casamento é muito idealizado e se exige que o jovem tenha muito requisitos para se casar como casa, carro, sucesso profissional, todavia, como vimos na história do Kaká e da Carol isso não é suficiente se faltar o temor a Deus e o sincero desejo de viver para a glória dele. Geralmente, namoros longos levam a uma vida matrimonial fora da bênção de Deus.
3. Falta de fidelidade: namoro deve seguir o mesmo padrão de fidelidade do casamento, quem trai enquanto namora provavelmente continuará traindo depois de casado. A bênção matrimonial não tem poder de desligar os vícios e pecados, mas rogar a misericórdia e a graça de Deus para o casal, juntos, possam vencê-los.

4. Falta de sinceridade.

5. Sexo: em certa ocasião me perguntaram: “qual lugar na Bíblia vemos que o sexo deve ser realizado depois do casamento?” Respondi: “Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado” (1Cor 7.9). Tinha um colega de quarto no tempo de JMC, cujo pai lhe dizia: “Filho, namore de olhos abertos, porque quando você se casar deverá fechá-los”. Esse pensamento é muito interessante, pois de fato inúmeros casais querem namorar de olhos fechados. Todos os pecados são bonitinhos e facilmente perdoados, porque tudo vale em nome do amor, porém quando se casam passam a brigar por essas mazelas. O sexo vem ao encontro dessa realidade, pois funciona como um perfeito verniz, capaz de camuflar as mais terríveis falhas. Quando o casal de namorados inicia a vida sexual antes do casamento, além de desagradarem a Deus, deixam de olhar verdadeiramente a pessoa com quem estão se relacionando e correm o risco de comprar “gato por lebre”. A melhor solução para um casal que dá choque quando se tocam e não agüentam mais é o casamento ou se largarem.

O que não pode faltar no namoro
1. Uma boa teologia: Dave Harvey, no livro Quando pecadores dizem sim, uma ótima leitura para casais e solteiros que querem casar, afirma que o casamento é como abotoar uma camisa, se eu errar no primeiro botão todos os demais sairão errados eu querendo ou não. Ele defende que o primeiro botão do casamento é uma boa teologia, pois o alicerce do meu casamento deve ser a Bíblia, porque é por meio dela que entendemos o sentido do casamento o que funciona e o que não funciona nele. A fonte do meu casamento e namoro deve ser o evangelho, pois ele mostra que no nascimento, morte e ressurreição de Cristo está a solução para os pecados do ser humano (seja este meu marido ou minha esposa). O foco, o objetivo do meu casamento ou do meu namoro (pessoas casadas devem ser eternos namorados) é a glória de Deus e não minha felicidade pessoal. Vivemos na sociedade do descartável. Quando algo não funciona como gostaríamos jogamos fora e compramos outro (às vezes a vida útil de um produto dura o tempo das prestações) e achamos que a mesma ideia pode ser aplicada ao casamento. Muitos namorados vão se casar e, na porta do cartório, pensam: se não der certo eu separo. O namoro e o noivado podem e devem ser desfeitos quando ambos percebem que não viveram aquela relação para a glória de Deus, mas no casamento não é assim, essa ideia de separação, antes do casamento, por mais simples que seja é grande rebeldia contra Deus.

2. Oração: um casal de orar continuamente um com o outro, um pelo outro. O bom namoro começa com oração (não aquela palhaçada de jovens que começam a “namo-orar”, mas que não passa de uma desculpa piedosa e dizer para Deus o que eles querem fazer, são poucos aqueles que antes de se envolver com alguém recorrem às Escrituras, consultam os pais, a liderança em busca de melhor discernimento e acatam o “sim” e o “não” de Deus por esses meios com retidão). Se Davi tivesse orado para saber a vontade de Deus sobre se envolver ou não com Bate-Seba, tal como fez antes de perseguir os amalequitas que saquearam Ziclague (1Sm 30.7,8), muito sofrimento lhe seria poupado. Geralmente, quando casais se desentendem é porque a glória de Deus não é mais o objetivo de suas vidas.

3. Santidade: o autor de Hebreus afirma que sem santificação ninguém verá o Senhor (Hb 12.14), por isso, o casal de namorados que deseja caminhar para o caamento devem cultivar o hábito da oração, da leitura da Palavra, devem frequentar a igreja. Não se deve esperar para viver de forma coerente com as Escrituras após a lua de mel, mas desde o início do namoro. Se você acha que isso é impossível ou complicado com seu namorado ou namorada, então você deve repensar sua relação.

4. Firme propósito de fazer o outro feliz: a base de um bom relacionamento não é sentir-se feliz, mas fazer o outro feliz (sempre tendo como padrão último e supremo tribunal a Bíblia Sagrada).

5. Buscar conselhos: raramente um casal busca o pastor, um presbítero ou um diácono para pedir conselho de deve se relacionar com determinada pessoa ou não. Geralmente, quando o relacionamento está bem adiantado e, infelizmente, em pecado é que isso chega à liderança que precisa agir com disciplina. Buscar pessoas piedosas para pedir orientação sobre o início de um namoro, pois “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança” (Pv 11.14).

6. Servir a glória de Deus: o bom namoro serve a Deus e se preocupa com a glória e o testemunho dele, por isso, um casal crente buscará viver de forma condizente com os imperativos a Santa Palavra para que caminhando para o casamento as pessoas ao verem o seu relacionamento possam visualizar o próprio relacionamento de Cristo com a igreja.

Maria de Melo Chaves, no livro Bandeirantes da Fé, contando sobre o casamento dos pais diz que eles ficaram noivos no segundo dia que se viram, se casaram rapidamente e foram muito felizes e para explicar essa realidade que ficou no passado diz: Maria Melo Chaves: “tudo era mais simples, poético, mais firme, sem as complicações de nossos dias em que o convívio exagerado muitas vezes prejudica e destrói as melhores uniões, mesmo antes de se tornarem efetivas. Como o cupido se transforma com a marcha do tempo”.

Existem muitos cursos e livros que se propõem a ensinar como ter um casamento feliz e, inúmeros, acabam ensinando finanças e psicologia barata, todavia somente a Palavra inspirada de Deus poder fazer o homem “perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.17) e aquele que pauta sua vida pela vontade de Deus teme o Senhor e teme desagradá-lo essa é a grande lição para um bom namoro e um casamento feliz, pois sem Cristo nada podemos fazer (Jo 15.5).

Reverendo Diego José Gonçalves Dias, pastor da 3° igreja presbiteriana de Barretos.

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segunda-feira, 16 de setembro de 2013


 Queridos,
Acho que o método certo para analisarmos esta questão e outras é estabelecermos os princípios bíblicos que controlam o assunto. Sem o referencial bíblico ficaremos às apalpadelas. Menciono alguns princípios bíblicos que controlam a questão do LAZER do crente — pois é aqui que se encaixa o assunto.

 1. É dever do crente fazer todas as coisas para a glória de Deus. Isto inclui o lazer. Portanto, qualquer forma de lazer em que o crente não consiga glorificar a Deus deveria ser questionada. Esclareço que eu iria a um show de artistas cujo conteúdo, ambiente, letra das músicas, apresentação pessoal dos artistas (alguns se apresentam semi-despidos) não ofendam as virtudes cristãs nem os valores morais do Cristianismo.

 2. Também é dever do crente desfrutar com moderação de todas as coisas boas que Deus criou, usando com moderação a alegria, o sono, a alimentação, os exercícios e certamente o lazer também. O lazer não pode se transformar num ídolo, e receber o primeiro lugar em minha vida. Cristo é quem deve ter esta prioridade.

3. O cristão deve evitar todas as ocasiões à impureza, em que a tentação é maior e mais pesada; deve evitar a sociedade com ímpios e devassos; sua mente deve estar sempre ocupada com “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp 4:8). Tenho certeza que a letra de algumas músicas de alguns artistas não se pode encaixar aqui. Não vejo como um crente pode descontrair-se e agitar-se ao som de uma música que exalta a infidelidade conjugal ou idolatra o homem ou a mulher.

4. Compete ao cristão também “examinar todas as coisas e reter o que é bom”. Não devemos reter o mal e nem nos deliciarmos nele. Se estou escutando uma música que exalta o amor homossexual, ou a violência contra a mulher, ou o adultério, ou uma relação promíscua, certamente não devo ter prazer algum nestas coisas. Por outro lado, tem muita letra boa e sã, sem maldade ou malícia. Tudo OK, nestes casos. A graça comum de Deus permite que algumas coisas boas ainda sejam produzidas pela humanidade não regenerada.

5. Por último, o amor a Cristo e ao próximo precede o uso da liberdade cristã. Se no uso da minha liberdade irei ser escândalo para o Evangelho ou outros irmãos, me compete abrir mão por amor.
Apesar da “cultura de proibição de programas para a juventude” que foi mencionada numa mensagem da lista, não podemos esquecer que o crente é escravo de Deus e que tem com única regra de fé e prática a Bíblia. Até na hora de descontrair.

Um abraço,

Pr. Augustus
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sexta-feira, 23 de agosto de 2013



É preciso um poder sobrenatural para ser paciente. Essa é a razão porque Paulo parece exagerar no modo como ora por nossa paciência: Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e paciência; com alegria (Cl 1.11). Mas esse glorioso poder torna-se parte de nossa atitude através das promessas nas quais cremos. Como Romanos 8.28
.
Benjamin B. Warfield foi um renomado e mundialmente conhecido teólogo que ensinou no Seminário de Princeton por quase 34 anos, até sua morte em 16 de fevereiro de 1921. Muitos conhecem seus famosos livros, como A Inspiração e Autoridade da Bíblia. Mas o que muitas pessoas não sabem é que, em 1876, com a idade de 25 anos, ele casou-se com Annie Kinkead e viajaram para a Alemanha, em lua-de-mel. Durante uma violenta tempestade Annie foi atingida por um raio e ficou permanentemente paralisada. Após cuidar dela por 39 anos, Warfield sepultou-a em 1915. Em função das grandes necessidades de sua esposa, ele raramente se ausentava de casa por mais de 2 horas, durante todos os anos de seu casamento (Great Leaders of the Christian Church, p. 344.).

Bem, esse é, realmente, um sonho desfeito. Eu me recordo de dizer à minha esposa, na semana anterior ao nosso casamento: “Se nós sofrermos um acidente de carro em nossa lua-de-mel, e você ficar desfigurada ou paralisada, eu manterei meus votos ‘na alegria ou na tristeza’”. Mas para Warfield isso realmente aconteceu. Sua esposa nunca foi curada. Diferentemente de José, que sofreu, mas veio a ser primeiro-ministro do Egito, não houve ascensão ao poder do Egito, no final da história de Warfield. Apenas a extraordinária paciência e fidelidade de um homem a uma mulher, por 39 anos, numa situação que nunca havia sido planejada – pelo menos não pelos homens.

Mas quando Warfield expôs seus pensamentos sobre Rm 8.28, ele disse: A idéia fundamental é o governo universal de Deus. Tudo que acontece a você está debaixo de Suas mãos. A idéia secundária é o favor de Deus para com os que O amam. Se Ele governa tudo, então nada exceto o bem pode sobrevir àqueles a quem Ele faz o bem… Ainda que sejamos fracos demais para nos ajudar, e cegos demais para pedir o que necessitamos, e possamos apenas gemer em anseios deformados, Ele mesmo é o autor de tais anseios em nós… e Ele dirigirá todas as coisas a fim de que recebamos somente o bem, de tudo o que nos acontece (Faith and Life, p. 204).

Extraido de: Monergismo
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segunda-feira, 19 de agosto de 2013


Outro dia recebi uma carta interessante. Ela veio de algumas pessoas que saíram de uma igreja carismática (muito grande e proeminente), e vieram para a Grace Community Church. Esse foi um salto gigantesco – deixar aquela igreja e vir para a Grace Church. A única coisa que eles sabiam em sua igreja sobre mim era que eu não tinha o poder do Espírito Santo. Isso era tudo o que sabiam – que eu não cria na continuação dos dons, de forma que não tinha o poder do Espírito Santo.

Eles não sabiam muito mais sobre a nossa igreja, mas numa ocasião vieram visitar a Grace, e nunca mais a deixaram… Havia várias pessoas que estavam nesse grupo que veio, e uma das senhoras me escreveu uma carta muito interessante. Era uma carta incrivelmente bem escrita… E na carta, o apresentado foi isso: Quando você pensa no movimento carismático em geral, você pensa no falar em línguas, nas curas, ou em Benny Hinn derrubando as pessoas, e coisas assim. Mas existem algumas coisas por detrás da cosmovisão carismática que são realmente muito, muito aterrorizantes. E ela colocou isso na carta.

Ela disse:
Você sabe que vivemos toda a nossa vida nesse movimento e uma coisa que domina esse movimento é isso: que Satanás é soberano. Se você adoece, foi o diabo. Se seu filho fica doente, foi o diabo. O diabo fez seu filho adoecer. E mesmo que seu filho morra, Satanás de alguma forma tem a vitória. Se o seu cônjuge, seu marido ou esposa desenvolve um câncer, foi o diabo que fez isso. Se você sofre um acidente, o diabo fez isso. Se perde o seu emprego, foi o diabo também. Se as coisas não saem da forma como você queria na sua empresa ou família, e você termina perdendo o seu emprego ou se divorciando – o diabo fez tudo isso. O diabo precisa ser amarrado e assim, você precisa aprender essas fórmulas, pois você tem que prender o diabo, ou ele realmente irá controlar tudo em sua vida.

O diabo domina tudo, e ele é assistido por essa força massiva de demônios que devem ser confrontados também, e você precisa fazer tudo o que pode para tentar vencer esses poderes espirituais, e como eles são invisíveis, rápidos e poderosos, é realmente impossível que você lide com eles de uma vez por todas, de forma que essa é uma luta contínua e incessante com o diabo.

E a senhora na carta disse basicamente isso: “Vivemos toda a nossa vida pensando que tudo o que fazemos de errado no universo inteiro foi basicamente por causa do diabo. O diabo é realmente soberano em tudo e mesmo Deus, juntamente conosco, está na verdade lutando como louco para vencer o diabo.”

Ela disse:
“Eu vivia com palpitações no coração, ataques de pânico, ansiedade, pesadelos – andando no meio da noite com medo que o diabo poderia estar fazendo algo com meu filho, quando ele ia se deitar. Eu vivia nesse constante terror do que Satanás estava fazendo; quando a pessoa errada era eleita, foi Satanás quem o colocou ali. Quando a sociedade tomava certa direção, era tudo sob o controle de Satanás. Satanás é realmente o soberano de todas as coisas e é muito difícil tirar o controle dele – mesmo Deus está retorcendo Suas mãos, tentando obter o controle dessa situação. Eu vivia com esse medo e terror, pois levava minha igreja muito a sério.” E ela disse: “Cheguei na Grace Community Church e uma coisa me chocou totalmente.

Você disse:
‘O fato é: Deus está no controle de todas as coisas!… Quando você adoece, ou quando alguém desenvolve um câncer, ou quando algo errado se passa no mundo, ou quando você perde o seu emprego, isso não está fora das tolerâncias de Deus, isso não está fora dos propósitos de Deus. De fato, Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem.’

Isso foi absolutamente abalador. Foi uma mudança total para nós, e a diferença que encontramos foi tão poderosa, que mudou totalmente a forma como pensamos sobre a vida.” É isso! Nós não cremos que Satanás seja responsável pela história; cremos que Deus está no controle. Isso muda tudo. Isso dissipa todo pânico. Posso honestamente dizer que nunca tive um ataque de pânico. Nunca acordei de noite com medo do que o diabo poderia estar fazendo, pois Deus não somente venceu Satanás, mas colocou Satanás debaixo dos nossos pés, e “maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 João 4:4). Assim, sabemos que Deus controla a história. E isso pode surpreender você, mas o diabo é servo de Deus. Se você quer ler um livro excelente, leia o livro de Erwin Lutzer sobre Satanás, no qual ele apresenta isso de forma muito competente.

extraído de: Monergismo
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Reflexões sobre a igreja



O catecismo maior de Westminster define igreja visível e invisível como:

62. Que é a Igreja visível? 
A Igreja visível é uma sociedade composta de todos quantos, em todos os tempos e lugares do mundo, professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos.
1 Cor. 1:2; Gen. 17:7; At. 2:39; 1 Cor. 7:14. 

64. Que é a Igreja invisível? A Igreja invisível é o número completo dos eleitos, que têm sido e que hão de ser reunidos em um corpo sob Cristo, a cabeça.
Ef. 1:10; 22-23; João 11:52 e 10:16.

​... Cristo é o cabeça da igreja...(Ef 5:23)

A igreja é a comunidade dos santos do mundo inteiro (invisível) , sendo ela composta por diferentes pessoas de diferentes gostos , essa diferença é notável, Na igreja existem pessoas de diferentes épocas , do passado e do presente e as pessoas que ainda irão fazer parte, é composta por pessoas de diferentes lugares , ou seja de diversas partes do mundo, é constituida por pessoas de diferentes classes sociais , ricos , pobres e nela estão incluidas pessoas de diferentes graus de escolaridade , desde doutores , advogados, engenheiros, á pedreiros, carpinteiros e sapateiros , e é composta por pessoas de diferentes idades desde recém nascidos até adolescentes, jovens e idosos e na sua composição existem pessoas de diferentes comportamentos , e com diferentes problemas.


No sentido humano não existe muita semelhança entre as pessoas que constituem a igreja , são pessoas BEM diferentes, se esse "grupo" fosse unido por mera vontade humana seria um grupo incomum não é verdade ? as pessoas que formam esse grupo são totalmente diferentes , mas sabemos que não é a vontade humana que constitue a igreja , quem une a igreja é Cristo que é a cabeça, e a igreja que é o corpo de Cristo, todos os Cristãos estão unidos em Cristo, confiando em sua palavra, esperando sua vinda, unidos em sua morte e ressurreição.  

​Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, (Cl 1:18)

​no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos. (Cl 3:11)


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O termo ‘Presbiteriana’ refere-se à forma de governo que é usada por uma igreja ou grupo de igrejas. Ela deriva seu significado da palavra grega ‘presbuteros’, que é usada por todo o Novo Testamento em conexão com o governo da igreja, e é geralmente traduzida como ‘presbítero/ancião’. Uma igreja Presbiteriana governa sua congregação por presbíteros docentes (o pastor) e presbíteros regentes (cristãos maduros na congregação com os devidos dons). Juntos eles constituem o ‘Conselho’ e unidos com ‘Conselhos’ de outras igrejas da sua região e denominação formam um ‘Presbitério’. O papel dos presbíteros ou Conselho em cada igreja é promover e proteger a pureza e paz dos seus membros. Seu governo é de natureza eclesiástica (pertencente à igreja) e espiritual. Aqueles ordenados recebem a incumbência de supervisionar diligentemente o rebanho ao seu cuidado, sendo um exemplo bom e humilde, ensinando, exortando e encorajando a congregação com a sã doutrina, orando continuamente por seu povo, visitando os doentes, administrando os sacramentos, disciplinando o desobediente e impenitente, e governando o culto de adoração e as reuniões da igreja de uma maneira que reflita o amor e cuidado de
Jesus Cristo, o Bom Pastor.

As igrejas Presbiterianas encontram suas raízes na Escócia durante a Reforma de meados de 1500. John Knox, um discípulo de João Calvino, ajudou a reformar as igrejas na Escócia nessa forma de governo
Muitas outras igrejas por toda a Europa também reformaram o governo da igreja de acordo com o modelo no Novo Testamento, embora somente as igrejas escocesas e algumas igrejas inglesas usaram o nome ‘Presbiteriana’. O governo da igreja Presbiteriana está em contraste com duas outras formas de governo eclesiástico, o hierárquico e o congregacional. A forma hierárquica é vista mais claramente na igreja Católica Romana, onde existem muitos níveis diferentes de ofício, cada nível subordinado a um mais alto, e encabeçado pelo Papa. As igrejas congregacionais, por outro lado, são separadas e autônomas de todas as outras no governo. Os Reformados criam que o único Cabeça da Igreja era o próprio Cristo, que age por meio dos ofícios que Ele claramente instituiu em Sua palavra, e não por meio de um único líder sobre a Terra. Eles também criam na manutenção de um senso de unidade e propósito com outras igrejas, especialmente em questões de recurso e política denominacional.

Foto: Catedral presbiteriana do Rio de Janeiro
Veja Atos 20.17-36; 1 Timóteo 3.1-7, 5.17; Tito 1.5-9: 1 Pedro 5.1-7
Fonte: http://www.cloverepc.org/
Retirado de : http://www.monergismo.com/textos/igreja/o-que-presbiteriana_chuck-baynard.pdf
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013



Tal como ‘calvinismo’ e ‘teologia reformada’, estes dois termos (‘reconstrucionismo’ e ‘teonomia’) são volta e meia usados como sinônimos. Porém, é melhor entendê-los, respectivamente, como gênero e espécie. Ou seja: adesão ao calvinismo é uma parte do que significa ser um reformado mas não é a coisa completa. De forma similar, pode-se sugerir que teonomia é parte do conjunto mais amplo de convicções denominado de ‘reconstrucionismo’. Teonomia pode ser entendida como a persuasão de que a lei civil que Deus deu a Israel no Antigo Testamento também deveria ser a lei corrente em todas as nações do mundo.


Já o reconstrucionismo, caso não seja visto como um mero sinônimo, abrange, além de convicções teonômicas, uma escatologia otimista: a convicção de que o reino de Deus está crescendo e, antes do retorno de Cristo, cobrirá o mundo como as águas cobrem o mar. Teonomia também inclui, em grande parte, um compromisso com a apologética (defesa da fé) vantiliana (isto é, de Van Til), também conhecida como ‘pressuposicionalista’. Tal perspectiva sugere, dependendo de quem a defende, que devemos pressupor a existência de Deus no intuito de provar a Sua existência, ou então que é impossível e perverso tentar provar a Sua existência (e, assim deveríamos simplesmente a pressupor). Outras pessoas acrescentam ainda mais detalhes ao definir o reconstrucionismo (por exemplo, a teologia do pacto), mas estes quatro (calvinista na teologia, teonômico na ética, otimista na escatologia e pressuposicional na apologética) são os principais elementos.


Há dois pontos importantes. Primeiro, independente de se adotar a teonomia ou não, todos nós cristãos deveríamos ser teonomistas de alguma forma. Meus amigos teonomistas sempre propõem duas alternativas: “autonomia ou teonomia!”, eles dizem. E, obviamente, estão corretíssimos. Nós teremos ou a lei humana ou a lei divina, e somente um néscio prefiriria os homens a Deus. A questão, então, se corretamente entendida, não é se devemos ter a lei que Deus quer que tenhamos. A questão, pelo contrário, é a respeito de qual lei Deus quer que nós tenhamos. Será que Deus deu a lei civil (isto é, a lei que diz respeito ao governo) a Israel como um paradigma ou padrão para a legislação ideal de qualquer Estado?


A Confissão de Westminster nos convoca a adotar o que os teólogos na época chamavam de ‘equidade geral’ da lei. Isto é, embora haja princípios fundamentais da justiça de Deus em operação na instituição da lei civil do Antigo Testamento, talvez seja necessário dar os ajustes apropriados e levar em conta que o nosso contexto é diferente daquele. Um exemplo comum é o seguinte: no Israel do Antigo Testamento, os proprietários de imóveis tinham que ter cercas nos seus telhados. Tal lei faria pouco sentido nos nossos dias, pois não temos o hábito de passar o tempo em cima das nossas casas. A ‘equidade geral’ sugere que o objetivo desta regra é a segurança física dos familiares e dos eventuais hóspedes. Assim, pode-se dizer que os proprietários modernos deveriam ter ‘cercas’ nas suas piscinas. Uma medida para o seu nível de proximidade em relação à teonomia como ideologia é refletido na precisão da sua aplicação dessa ‘equidade geral’.


Em segundo lugar, cuidado! Não dê ouvidos àqueles críticos que não entendem coisa alguma de teonomia ou de reconstrução. Aqueles de esquerda (teológica e politicamente) gostam de retratar os teonomistas e reconstrucionistas, herdeiros dos puritanos, como se fossem ‘jihadistas evangélicos’ do inferno que desejam impor um regime fascista calvinista sobre o resto do mundo. Isso é uma calúnia sem par! Os teonomistas, bem como o resto de nós cristãos, querem ver justiça no âmbito político. Eles querem ver as nações serem disciplinadas. Eles querem que o reino se manifeste. Eles querem ver todo joelho se dobrar e toda língua confessar que Jesus Cristo é Senhor. E quem é que, estando em Seu reino, poderia desejar outra coisa?


Fonte: Ligonier Ministries
Tradução: Lucas G. Freire
 Retirado de : http://www.monergismo.com/rcsprouljr/que-e-reconstrucionismo-e-teonomia/
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quinta-feira, 25 de julho de 2013


Isto posto, é inteiramente gratuito o que se ouve de alguns, isto é, que a religião foi engendrada pela sutileza e argúcia de uns poucos, para com esta artimanha manterem em sujeição o populacho simplório, ao mesmo tempo em que, entretanto, nem os mesmos que foram os inventores da adoração de Deus para os outros creriam existir algum Deus!

Sem dúvida confesso que, a fim de manterem o espírito mais obediente a si, homens astutos têm inventado muita coisa em matéria de religião, para com isso infundirem reverência ao poviléu e inculcar-lhe temor. Isso, no entanto, em parte alguma teriam conseguido não fosse que já antes a mente humana tivesse sido imbuída dessa firme convicção acerca de Deus, da qual, como de uma semente, emerge a propensão para a religião.

E por certo não é de crer-se que tenham carecido totalmente do conhecimento de Deus os mesmos que, sob pretexto de religião, habilidosamente exploravam aos menos esclarecidos. Pois, ainda que no passado tenham existido alguns, e hoje eles não são poucos, que neguem existir Deus, contudo, queiram ou não queiram, de quando em quando acode-lhes certo sentimento daquilo que desejam ignorar.

Texto retirado do livro : As institutas
 Obs: O titulo do post foi criado pelo blogger não consta na obra original.


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quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Verdadeiro Mestre da Piedade - João Calvino


 Eu o recebo nestes termos: não só que uma vez ele criou este mundo, e de tal forma o sustém por seu imenso poder; o regula por sua sabedoria; o preserva por sua bondade; rege com sua justiça e eqüidade especialmente ao gênero humano; suporta-o em sua misericórdia; guarda-o em sua proteção; mas, ainda que em parte  alguma se achará uma gota ou de sabedoria e de luz, ou de justiça, ou de poder, ou de retidão, ou de genuína verdade, que dele não emane e de que não seja ele próprio a causa; de sorte que aprendamos a realmente dele esperar e nele buscar todas essas coisas; e, após recebidas, a atribuir-lhas com ação de graças.

Ora, este senso dos poderes de Deus nos é mestre idôneo da piedade, da qual nasce a religião. Chamo piedade à reverência associada com o amor de Deus que nos faculta o conhecimento de seus benefícios. Pois, até que os homens sintam que tudo devem a Deus, que são assistidos por seu paternal cuidado, que é ele o autor de todas as coisas boas, daí nada se deve buscar fora dele, jamais se lhe sujeitarão em obediência voluntária. Mais ainda: a não ser que ponham nele sua plena felicidade,verdadeiramente e de coração nunca se lhe renderão por inteiro.

Retirado do livro : As Istitutas 

O Titulo do post não consta na obra original sendo de criação deste blogger.
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